Sei que não é politicamente correto dizer, mas o feminismo ferrou completamente minha vida afetiva.

Amor sem planos para o futuro: viva a liberdade! Mas será que esse tipo de ‘liberdade’ nos tornou mais felizes?

Qual o preço do feminismo?

Comecei a ler Mulheres que escolhem demais, no original Marry him, em outubro de 2023, sem ter ideia que era um livro escrito por uma feminista arrependida. Lori Gottlieb, em 2010, uma mulher solteira de 41 anos, mãe de um menininho de 2 fruto de uma inseminação artificial, deixa bem claro no livro o preço caro que suas ideias feministas lhe cobraram.

A autora se sente totalmente frustrada por estar solteira aos 41 anos e escreve o livro como um registro da sua análise das razões do porquê isso aconteceu.

Por mais contraditório que pareça um texto de uma feminista que quer se casar, espere deixa eu me expressar melhor: uma feminista que de repente acordou e é só isso que parece importar para ela: conseguir casar. Mesmo assim, esse é um livro muito interessante em vários aspectos. Primeiro, pela triste incoerência dessas feministas mais velhas. Tudo parece ser lindo aos 18 anos, mas escolhas são escolhas. Segundo, porque a autora em sua jornada de “caça marido” entrevista várias pessoas: mulheres e homens solteiros, mulheres e homens casados, “casamenteiros” uma profissão que eu nem sabia que existia, responsáveis por sites de relacionamentos e até um rabino. Lembrando que tudo está no contexto norte-americano, mas que não deixa de ser interessante os vários pontos de vista que essas pessoas têm sobre relacionamento, casamento, família e filhos.

Mas sabe o que é triste, são 27 capítulos de opiniões, desabafos, análises… Lori busca de tudo um pouco, todas as razões e emoções que envolvem o assunto, menos a verdade. Enquanto lia não parava de pensar em como é loucura tentar analisar o homem e a mulher, o casamento, a família etc., longe do seu Criador. No capítulo 1 de Romanos, o apóstolo Paulo escreveu: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (v. 22). E em 1º Corintios 3:19, ele diz: “Pois a sabedoria deste mundo é loucura para Deus…”

O livro termina com ela confessando: que mesmo com todas as informações que ela organizou e tudo o que aprendeu nessa jornada – e aprendeu com certeza alguns valores e princípios importantes que ela compartilha ao longo do livro -, ela ainda não havia conseguido resolver seu problema, ou seja rs, não tinha conseguido se casar. E diz que gostaria que seu livro fosse um alerta para as mulheres mais novas, para que elas não cometessem os mesmos erros que ela. O que me levou a pensar no que diz Carolyn McCulley, em seu livro Feminilidade Radical, comentando sobre como Simone Beauvoir, Betty Friedan e Elizabeth Cady Stanton – todas feministas -, foram mulheres brilhantes e inteligentes, como foram boas em observar situações e descrevê-las, foram capazes de fazer diagnósticos dos problemas da sua época, mas será, questiona McCulley, será que estavam compreendendo a realidade corretamente? Será que tinham o remédio eficaz?

Mulheres que escolhem demais, com certeza é um livro que descreve bem um problema que infelizmente é ou se tornará a triste realidade de muitas mulheres, que descobrirão o preço caro das ideias feministas, ou da ignorância, e por isso, é um livro que recomendo — ele aponta o problema com clareza, mesmo sem oferecer uma solução.

A verdade é que o mistério do casamento, da união de duas pessoas, da família e de tudo o que isso envolve não se resolve apenas com teorias ou expectativas sociais. A única forma de compreender isso em profundidade é pela Verdade: olhar para o Criador, Deus Pai, seu Filho Jesus Cristo e a Sua Igreja.

Lori Gottlieb

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Respostas

  1. Leitura boa

    1. Eu gostei Natanael!

  2. Com certeza irei ler

    1. Depois me conta o que achou.

  3. Obrigado pela dica

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