Março de 2021. Um ano de pandemia. Um ano que o assunto mundial é o tal Covid 19. Quem poderia imaginar uma coisa dessas? Uma tragédia dessas?
Escrevo essas palavras para tentar pensar. Não acredito que entramos em confinamento de novo. Não acredito que o comércio está fechado de novo. Não acredito que é desaconselhado pelo prefeito da minha cidade até uma caminhada na rua – de novo.
É difícil até pensar, organizar as ideias, tentar qualquer coisa. Parece de repente – ou não tão de repente depois de um ano – que entramos todos num desses filmes de distopia, no caso acho que numa série inteira.
Como sobreviver? E não falo só de respirar, mas de continuar. De acordar de manhã, trabalhar ou não, cuidar dos filhos, lavar a louça, ler um livro, aguar as plantas… Como continuar vivendo uma vida “normal” se tudo está um caos?
Eu te disse que estava pensando então por favor, não estranhe a quantidade de perguntas. Minha mente é assim mesmo. Fica comigo…
Como continuar? Não tenho uma resposta, mas sei que precisamos e vamos continuar. Seguiremos em frente e esses dias logo – ou não – serão passado.
Mas como nos lembraremos desse passado? Como pessoas que viveram dias amedrontadas e infelizes? Eu não quero ter essa lembrança, a mesma que os discípulos de Jesus tiveram daquela viagem de barco. Aquela quando em pleno mar aberto se levantou uma terrível tempestade. Aqueles homens ficaram apavorados. Acordaram o Mestre que dormia dizendo já o pior: “Salve-nos! Estamos perecendo![1] E Jesus ainda com as ondas sacudindo a embarcação, antes de colocar tudo no seu lugar, perguntou a eles: “- Por que vocês são tão medrosos, homens de pequena fé?”[2]
É verdade: estamos atravessando uma grande tempestade. Jesus está no barco? Estamos no barco de Jesus? Pois a tempestade vai passar na hora e no momento em que Ele mandar. Mas e nós, mulheres e homens de pequena fé, por que somos tão medrosos?
Precisamos continuar. Chegaremos à outra margem. A margem onde o mesmo Jesus do barco nos espera.
Tenhamos fé mesmo sendo necessário viver um 2020 todinho de novo – piorado um pouquinho talvez. Tenhamos fé para viver de novo o quê e quantas vezes Deus nos conceder para viver. Tenhamos fé para esperar sempre uma nova margem a chegar. Está difícil, mas chegaremos lá. Março de 2022 ou a uma margem mais distante… além do rio azul.
[1] Mateus 8:25
[2] Mateus 8:26
Imagem Cabeçalho: Dziana Hasanbekava, 2018

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