Que clima tenso! Hoje faz sete dias que não saio de casa. Por algumas razões tive de me recolher alguns dias antes da questão do coronavírus explodir em Belo Horizonte, e agora, a cada dia que passa, as coisas se agravam, de maneira que o isolamento é uma realidade e necessidade.
Eu sou uma pessoa muito caseira, ficar em casa não é um problema para mim. Meu maior desafio nesse tempo porém, sem dúvida, será manter a calma da mente, não mergulhar em ansiedade. E nesse objetivo, depois da oração e leitura da Palavra, o que tenho para tanto é ler e escrever.
Ainda que em meio a tantas notícias ruins seja difícil se concentrar, é o que sei que funciona. Se ocupar será muito importante nesses dias… de fato!
A quebra da rotina, o cansaço que vem do descanso prolongado demais, e portanto as batidas do ócio na mente, no corpo, na alma é algo insuportável. Nesse sentido nunca esqueci das palavras de Pedro Nava no primeiro volume de suas memórias: “Porque trabalho ordenado, obrigações em hora certa, deveres cronometrados e labutas pontuais prendem o corpo mais fortemente que cadeados e trancas. Sujeitam o pensamento solto. Anulam a divagação preguiçosa. Previnem a descida dos três degraus sucessivos da abominação: pensamento, palavra e obra.”
De sorte que, mais do que contrair o vírus, temo três coisas nessa quarentena e contra as quais lutarei bravamente em vigilância, oração e ação: transmitir o corona para alguém, a ansiedade e o ócio.
*Crédito imagem: aqui

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